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13 de Fevereiro de 2018

Os riscos da automedicação à nossa saúde

O hábito de consumir medicamentos sem a consulta de um profissional é altamente arriscado. E apesar dos riscos envolvidos, o costume de tomar um remédio por conta própria, ou apenas pedindo uma dica a algum conhecido, cresce continuamente.

Esse hábito perigoso se agravou nos últimos anos, na medida em que a abundância de informações médicas se espalhou pela internet. Muita gente passou a se medicar ainda mais por conta própria.

Esses são costumes muito perigosos e devem ser evitados. Os riscos da automedicação são enormes, podendo ir desde a ineficácia de um tratamento a danos seríssimos à saúde. Vale a pena conhecer melhor esses riscos:

Abundância de informação
Antes de esclarecer sobre os riscos da automedicação, vale acrescentar que o hábito de se informar sobre doenças, sintomas e medicamentos é algo muito bem-vindo!

É importante que as pessoas tenham a preocupação de conhecer mais sobre a sua saúde, doenças que lhe afetam, remédios que podem curar-lhe, sua composição, seus efeitos colaterais etc.

Conhecer a fundo a questão não é um problema. É algo que merece, inclusive, ser incentivado. O problema começa quando há a decisão de se medicar sem a consulta de um especialista. É a partir desse momento que os riscos à saúde (alguns deles, gravíssimos) se acentuam.

O que é a automedicação?
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a automedicação é “a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, para tratamento de doenças cujos sintomas são percebidos pelo usuário, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde (médico ou odontólogo).” Em resumo, a automedicação é o uso de remédios sem a prescrição de um profissional especialista.

Quais são os riscos da automedicação?
Sem um conhecimento preciso da uma doença ou seus sintomas, medicar-se por conta própria pode fazer com que o quadro de saúde até mesmo se agrave!

Para determinar a medicação adequada, o médico especialista precisa responder a várias questões: qual é a doença exata? Qual medicamente deve ser tomado? Em qual dose? Com qual frequência? Ele provoca reações alérgicas? Ele anula o efeito de algum outro medicamento? Ele gera dependência?

Com tantas questões envolvidas, percebe-se quão arriscado é tomar um medicamento sem o apoio de um especialista. Os riscos de complicações na saúde são muito altos.

Um remédio errado pode piorar a saúde?
Sim. Muitas vezes um sintoma de uma doença pode ser semelhante a outro problema, e a pessoa pode errar a medicação. E um remédio errado pode gerar reações imprevistas no organismo, podendo fazer com que a pessoa tenha seu quadro de saúde piorado.

E se o remédio for um antibiótico, o risco é ainda maior. Seu uso em excesso pode fazer com que a resistência dos microrganismos se eleve, comprometendo a eficácia dos tratamentos.

E se a pessoa já estiver tomando outro remédio?
Neste caso, a automedicação é pior ainda. Um remédio inadequado pode fazer com que a ação de outro medicamento seja anulada, ou mesmo potencializada. No primeiro caso, o resultado é a perda da eficácia de um tratamento, mantendo o indivíduo doente; e no segundo, há o risco de uma piora séria do quadro médico.

Que outras reações podem ocorrer caso seja tomado um remédio errado?
O erro ao se automedicar pode ter consequências bastante sérias. Entre elas, o surgimento de reações alérgicas não previstas, o desenvolvimento de uma dependência química, a intoxicação, e até mesmo, nos casos mais extremos, pode levar à morte da pessoa.

O que é um erro de medicação?
A medicação correta consiste em receber o medicamento apropriado às necessidades clínicas, nas doses e nos períodos adequados e tendo em conta particularidades do indivíduo, como reações alérgicas, histórico familiar etc. Se tudo isso não ocorrer, está havendo uma automedicação inapropriada.

Quais são os erros mais comuns ligados à automedicação?
É mais comum que os seguintes equívocos ocorram:

  • Ingestão de um remédio que não corresponde ao quadro clínico;
  • Uso excessivo, ou em medida reduzida, de medicamentos;
  • Erro no modo de medicar-se (por exemplo, remédios tomados de forma injetável quando o correto é tomá-lo por via oral);
  • Não seguir a prescrição médica quando ela é exigida.

 
A automedicação pode dar certo?
Ela é tão arriscada que não convém praticá-la. Vale lembrar que há casos em que os sintomas aparentemente desaparecem após a automedicação. Mas isso pode ser apenas uma reação temporária, sem a cura das causas de uma enfermidade. Isso pode agravar o quadro e ainda dificultar um correto diagnóstico por parte de um profissional médico.

Medicar-se com base em dados na internet é perigoso?
Sim. Por todas as razões apontadas anteriormente, não convém medicar-se com base em informações encontradas na web. Como foi mencionado, informar-se é algo positivo e recomendado. Mas a medicação deve ser feita com o apoio de um profissional experiente, que conheça situações que fogem dos problemas aparentes.

E no caso dos remédios sem tarja?
Há remédios cuja venda é livre, sem a exigência de receitas médicas. Mas, mesmo nesses casos, convém pedir a orientação do farmacêutico quanto à melhor escolha. Além disso, nas consultas médicas de rotina, é importante avisar ao médico sobre os medicamentos que estão sendo tomados habitualmente.

Por que é importante avisar ao médico mesmo sobre os remédios sem tarja?
Toda dor física ou desconforto tem uma causa que pode não ser fácil de identificar. E nesses casos, uma pessoa pode pensar que sofre um problema simples e tomar um remédio de uso livre, que atenua seus sintomas. Mas ele não cura as causas de um problema mais sério. Por isso, é sempre importante informar ao seu médico sobre a ingestão regular de qualquer medicamento.


 

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